Qualidade e sanidade do agro do Paraná são reconhecidas pelo governo federal no Show Rural


A excelência da sanidade agropecuária do Paraná foi destacada pelo ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, nesta quarta-feira (07). O ministro fez um pronunciamento durante a visita ao Show Rural Coopavel, em Cascavel, e disse que o Estado tem alcançado reconhecimento na capacidade de transformação de proteínas vegetais em proteínas animais.

Fávaro reforçou a abertura de mercados no exterior para os produtos brasileiros, graças à integração entre produtores, empresas e cooperativas. De acordo com ele, 39 países com os quais o Brasil não tinha relação comercial no setor de agronegócio tiveram as portas abertas em 2023. E outros nove mercados foram abertos em janeiro deste ano.

“Tivemos um ano muito especial, peregrinamos no mundo mostrando as boas oportunidades de commodities, produtos do Brasil e alimentos de ótima qualidade, com grande sanidade. Estou muito otimista para que no ano de 2024 nós possamos acessar os mercados da Coreia do Sul e do Japão, para suínos, para bovinos, e aí o Paraná será o grande beneficiado”, disse.

TILÁPIAS – O ministro também anunciou a suspensão da importação de tilápias do Vietnã pelo Brasil, assunto que mobilizava produtores brasileiros desde o final do ano passado, especialmente pelo risco sanitário, e fez com que a Associação Brasileira da Piscicultura pedisse providências ao governo federal. “O Brasil tem excelentes relações comerciais pelo mundo afora, tem uma excelente relação comercial com o Vietnã, mas determinei ontem à noite (06), antes de sair para cá, que seja suspensa imediatamente a importação de tilápia”.

O Paraná é o maior produtor de tilápias do Brasil, responsável por cerca de 40% do volume nacional (408,4 mil toneladas, segundo o IBGE). De acordo com o Valor Bruto da Produção (VBP), levantado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, em 2022 o Estado produziu 165,5 mil toneladas de tilápias em 365 municípios. O VBP alcançou R$ 1,5 bilhão.

“Nós não podemos precarizar a sanidade do nosso produto. É isso que garantiu essas aberturas de mercados. E é neste nível da régua que nós vamos manter a qualidade dos produtos brasileiros. Vamos conversar com o Vietnã”, completou o ministro.

ENTUSIASMO – O secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, reforçou que o Estado trabalha para aumentar a eficiência, a qualidade e a produtividade do agro, com sustentabilidade, para abastecer o Brasil e o mundo. “Vamos chegar ao fim da década batendo acima de 400 milhões de toneladas de grãos e vamos chegar ao fim da década perto dos 36 milhões de toneladas de proteína animal, fortalecendo todas as demais cadeias relevantes”.

Ortigara também mencionou os trabalhos do governo estadual e do governo federal na busca de novos mercados. “São mercados muito exigentes com a nossa qualidade, com nossa quantidade, com a nossa sanidade, com nosso preço competitivo. Precisamos abordar o consumidor do mundo, onde quer que ele esteja, com a nossa competência”, disse.

Nos últimos meses o governo estadual organizou diversas missões comerciais no exterior com a intenção de atrair mais compradores para o Estado. Além disso, o governo estadual tem investido no reforço técnico e estrutura para a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar).

TRABALHO – Em maio de 2021 o Paraná obteve o reconhecimento internacional como área livre de febre aftosa sem vacinação, pela Organização Mundial da Saúde Animal. Isso representou uma credencial para abrir mercados para as proteínas animais produzidas no Estado, com a possibilidade de comercialização a países que pagam melhor pelo produto.

Dois anos depois o Estado chegou na marca de 2 milhões de toneladas de carnes exportadas pela primeira vez na história e R$ 9 bilhões em investimentos privados nessa cadeia, projetando o crescimento futuro da produção e comercialização de peixes, aves, bois, suínos, perus, ovos, leite e derivados, entre outros.

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